20.7.17

À descoberta da Cozinha Nikkei na Waka Cevicheria

Waka Cevicheria (ou como provar os sabores do Pacífico)

Há quem viaje para comer e quem quase sem sair de casa embarque numa viagem através do prato. É esta a promessa feita quando nos sentamos à mesa da Waka - Cevicheria, num Domingo de férias em que Cascais nos recebe com tempo ameno e a brisa fresca do mar. Ao longo do almoço havemos de ser surpreendidos por sabores de outras paragens em perfeita harmonia, com referências mais ou menos subtis à rica e diversa culinária do Pacífico.

De um encontro feliz entre as cozinhas Peruana e Japonesa nasce o conceito nikkei, resultado da miríade de técnicas e ingredientes que são característicos de países tão diferentes como o Perú e o Japão. Do ceviche às gyosas, passando pelo pisco sour ou pelo sushi até aos famosos tiraditos, o prato mais conhecido desta combinação especial de cozinhas e o que usa a denominação nikkei com orgulho.

Waka Cevicheria (ou como provar os sabores do Pacífico) Waka Cevicheria (ou como provar os sabores do Pacífico) Waka Cevicheria (ou como provar os sabores do Pacífico) Waka Cevicheria (ou como provar os sabores do Pacífico)

Mas afinal de que se faz a Cozinha Nikkei?

13.7.17

Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada)

Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada)

Querido Verão, que bom que chegaste. O melhor de ti vem sob a forma de frutas e legumes para comer gulosamente em dias de longas horas de sol que parecem não ter fim. Nada tem o sabor desses momentos. São taças cheias de cerejas e pêssegos, morangos e mirtilos, figos e ameixas e promessas de beijos de açúcar sem conta. São pratos repletos de tomate de todas as cores, beringelas e curgetes e molhos de cenouras e beterrabas num arco-íris de aromas. É inspiração viva para refeições vegetarianas em que toda a atenção é dada aos heróis da estação.

Sempre com os grelhados a servir de desculpa para almoços ou jantares coloridos e para dar resposta a desejos de hambúrgueres, a beterraba dá corpo e cor à quinoa e eis que pequenas bolas rosadas se transformam nos mais perfeitos bolinhos.

Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada) Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada)

Ligado o grelhador, as curgetes verdes e amarelas chegam-se à frente para um acompanhamento fácil e ao gosto de todos. Por esta vez, passamos as batatas fritas e ficamos encantados nas marcas exactas da grelha que trazem todo o sabor a fatias longitudinais temperadas com limão e manjericão. Depois é altura de tirar os hambúrgueres do frio e levá-los a cozinhar. Rápido e bonito, o prato que chega à mesa encerra mostra todas as cores do Verão, com a ajuda de uma salada de tomate.

Para vegetarianos convictos e carnívoros sem redenção, fica a sugestão de uma receita que trará sorrisos a todos e a certeza de uma refeição deliciosa. Boas férias!

Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada) Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada)

5.7.17

{ Verão na Cidade } Os hambúrgueres do Mouzinho

Mouzinho, Lisboa

Ficar em Lisboa no Verão, quando meio mundo ruma a sul e outros tantos voam para paragens longínquas, é das minhas coisas favoritas. Vou dizer baixinho para não incomodar quem já faz as malas e os que suspiram por ainda não poder fazê-las. É nestes meses que faço da cidade chão para todas as explorações, saindo das zonas mais turísticas e vivendo as novas descobertas como se Lisboa fosse só minha. Em Julho e Agosto, todas as semanas, partilho convosco um restaurante para apreciar entre férias ou quando o espírito da estação pede para sair à rua mesmo em dias de semana. É uma espécie de guia de Verão na Cidade, versão 2017.

Hoje falo do Mouzinho. O nome ganho da rua onde fica (Mouzinho da Silveira) faz de nós quase vizinhos e o conceito, que coloca os hambúrgueres no centro das atenções, traz uma proposta que se demarca das demais. Parte do Turim Marquês Hotel, o Mouzinho é um restaurante de corpo inteiro pois longe vai o tempo em que fazer parte de uma unidade hoteleira era garantia de comida sem sabor. É da mão do chef Hugo Ambrósio que saem hambúrgueres diferentes servidos num ambiente cuidado, acompanhados por cocktails bonitos, com e sem álcool, saídos do bar de serviço impecável ali ao lado.

Mouzinho, Lisboa Mouzinho, Lisboa

Com porta para a rua e uma sala aberta à luz da cidade, este é um restaurante para apreciar novas formas de ver a carne e o peixe em formato burger com combinações muito curiosas. Desde o rústico, com feijão e morcela, ovo e cogumelos, ao hambúrguer de queijo da Serra, bacon e cebola caramelizada com Porto, a piscar o olho às noites mais frias até ao de picanha, com feijão preto, linguiça e ananás assado, a convidar aos sabores brasileiros. Cada um muito diferente dos outros, todos na companhia da incontornável batata frita que também pode ser doce e foi a minha bem sucedida escolha. A estrela da noite foi, contudo, um sedoso hambúrger de salmão, com ovo escalfado e molho inglês, pontuado com tomate desidratado e a lembrar os predilectos ovos benedict. Presa pelo estômago, afogo o nariz nos aromas do sumo de laranja e manga com baunilha a que volto de quando em vez em lembranças de excelente memória. Fico certa de poder comer este hambúrger e beber este sumo a qualquer das refeições do dia, com garantia de conforto imediato.

Por fim, mas não menos importante, as sobremesas. Os gulosos veêm satisfeitos os seus desejos em doses correctas de um interessante cheesecake de queijo de cabra ou na riqueza do brownie com gelado, ambos servidos a partir do carrinho de sobremesas que finda a parte salgada da refeição se faz à sala. Garfadas pequenas para saborear o doce com os olhos postos na cidade que passa lá fora e logo nos acolhe, mais uns apaixonados por Lisboa, a caminho de casa na mais perfeita noite de Verão.

Mouzinho, Lisboa Mouzinho, Lisboa

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Mouzinho Restaurant & Bar
Turim Marquês Hotel, Rua Mouzinho da SIlveira, 26,
Lisboa

8.6.17

Espetadas de frango com batata-doce grelhada

Espetadas de frango fáceis

Tempo de grelhados é sempre mas assim que começa o calor, cresce a vontade de esquecer o forno e ligar o grelhador, numa espécie de antecipação das férias e preparação para os dias longos de Verão. É um ritual de entrada no espírito que há-de fazer dos próximos meses momento de descanso de muitos de nós, seja na praia ou no campo ou em dias mais calmos passados em casa.

Enquanto as desejadas férias não chegam, as rotinas se mantêm as mesmas e não sobra tempo para preparar as refeições é com frequência o peixe e os legumes que servem de pretexto ao almoço que se faz com esforço mínimo e o máximo de sabor. Mais esporadicamente a opção recai sobre a carne, como nestes dias em que é o frango a proteína escolhida.

Espetadas de frango fáceis Espetadas de frango fáceis

As espetadas são uma forma simples de cozinhar diferentes ingredientes, mantendo-as juntos e tornando mais uniforme a confecção. No caso dos grelhados a espessura igual do que se cozinha é essencial para garantir bons resultados. Com o meu Optgrill da Tefal esse é o princípio número um e as espetadas são um técnica que permite fazê-lo com facilidade. Para a carne os espetos de metal são os melhores pois conduzem o calor para o interior e não queimam. Nas espetadas de frango o segredo é a marinada (com cominhos e limão) e o molho de pimento assado e iogurte e o acompanhamento de batata-doce grelhada finaliza o prato.

São servidos?

Espetadas de frango fáceis

7.6.17

Como combinar vinho e comida (e uma mousse de vinho tinto)

Que vinho para um ceviche?

Que vinho escolher? A pergunta é feita de cada vez que temos de decidir o que servir em função do prato que será almoço ou jantar, celebração especial ou apenas parte do quotidiano. Alimentar o estômago passa também por dar à alma consolo e não há prato que não fique melhor acompanhado por um copo de vinho. É essa a premissa do desafio colocado à chef Mónica Pereira e que resulta em propostas de receitas para os vinhos Santos da Casa, disponíveis online numa plataforma que pode auxiliar quem procura o vinho e o prato certos para servir em conjunto.

Do branco para o tinto, se é peixe ou carne, recorremos aos princípios elementares de combinação. Depois surgem as dúvidas quando nos aventuramos por cozinhas ou sabores menos tradicionais. Nestes casos aumenta o risco e ajuda contar com a colaboração de quem sabe. E quando o prato é um ceviche de salmão com batata-doce?

Que vinho para um ceviche?

A resposta chega fresca num copo de branco feito a partir das castas Viosinho, Rabigato e Gouveio, com a chancela Santos da Casa Douro DOC. É o vinho a apelar à serenidade quando o prato se multiplica em sabores instensos, numa harmonia que pede sempre mais um copo! Com o vinho escolhido, chega a explicação de como confeccionar o prato, passo a passo, Mónica Pereira desvenda todos os segredos que fazem do ceviche uma receita ao alcance de todos. E perfeita para os dias de Verão que se avizinham.

Porque uma refeição não termina sem sobremesa, a proposta doce vem não apenas acompanhada de um vinho mas confeccionada com ele. A mousse de vinho tinto chama a atenção aos mais gulosos e a todos os curiosos na sala. Por mim quero de imediato saber a receita. O vinho escolhido também foi criado no Douro e faz da Touriga Franca, Touriga Nacional e Sousão a escolha do enólogo. Na taça o seu contributo para a mousse é discreto, para se afirmar na total plenitude quando se prova este tinto aromático e muito fácil de beber. A combinação remete para texturas que apelam às memórias de infância com sabores de adulto e tem muita graça.

Que vinho para um ceviche? Mousse de vinho tinto